quinta-feira, agosto 30, 2012

Confuso? Cansado? Farto?

Ando confuso. Mesmo confuso. Será que ando cansado de vinho? De beber vinho? Provo este, aquele, mais aquele e mais outro, e não consigo debitar qualquer descritor, muito menos avançar para textos de índole mais técnica. Terei perdido o olfacto? Terei perdido pretensas habilidades, supostas capacidades, o jeito para a arte? Hum...que coisa malvada. Não se faz.



Pego num vinho e penso que irei gostar, depois não gosto. Pego noutro e acho que não vou gostar, acabo por gostar. Doentio.
Digam-me lá, aqueles que conseguem, como é que fazem, ainda, p´ra descrever aromas e sabores tão detalhados e precisos? Já o fiz, em tempos, de forma eloquente e até altiva, não esqueço, mas agora não sai nada p'ra além do trivial, do banal. Que coisa malvada. Não se faz.

terça-feira, agosto 28, 2012

A Política e os Vinhos

Com tantos estudos, análises ou inquéritos feitos ao sabor das mais diversas tendências, inclinações, gostos ou preferências, por que ninguém, ainda, se dedicou a estudar as escolhas da nossa laboriosa classe politica e governante? Será que determinada corrente de pensamento ou partido que se defende (são coisas bem diferentes), poderão ser factores determinantes no processo de selecção de um vinho? Alvitremos, da presumível esquerda para a presumível direita e em jeito meio jocoso, as seguintes hipóteses:
Desconfio que os membros do Bloco de Esquerda não bebem vinho. Inclino-me, antes, para o consumo de destilados, dado que combinarão melhor, na maior parte dos casos, com um belo charuto. O vinho, eventualmente, poderá trazer à liça alguns pensamentos mais conservadores. Mas acredito que para acompanhar caviar, deverão beber, de vez em quando, algum champanhe.
Os militantes do Partido Comunista Português consumirão, naturalmente, vinho alentejano, de baixo custo, é certo, em formato bag-in-box e sempre proveniente de Cooperativas. Não creio que, alguma vez, bebam vinho de produtores engarrafadores privados. Pior, será, se tiverem na sua genealogia alguma réstia monárquica ou burguesa.


Os Verdes, naturalmente, beberão vinho com uma joaninha no rótulo, biológico, sem adição de qualquer componente químico. Creio, também, que só terão autorização, por parte dos seus protectores, para consumir vinhos da grande planície. De outros lados, só com anunência superior. Beberão, por certo, mais água natural.
Os Socialistas, já algum tempo, tendem para vinhos da Beira Interior. Mesmo que não gostem, em privado, defendem-nos publicamente, sendo que, no entanto, alguns desalinhados preferirão tintos da Bairrada, do Dão ou do Douro, mas não fazem o seu manifesto em público. Ainda não.



Os pretensos Sociais Democratas, com ajuda do Secretário de Estado da Cultura, andarão a consumir muito vinho do Douro e algum vinho do Dão (o cavaquistão ainda existe). Mas não consigo ver o nosso PM, não sei porquê, com dotes de grande conhecedor. Há ali qualquer coisa que ficou, ainda, dos tempos da Jota, em que o líquido preferido era um verde gaseificado.
Chegados ao Populares, outrora Democratas Cristãos, e para fazer jus ao epíteto de defensores da lavoura e do lavrador devem ou deverão beber, apenas, aquelas pingas acres, mas caseiras e tradicionais, feitas pelos nossos velhotes da província. No entanto, tenho a leve sensação que aquela malta gasta dinheiro, que gosta de provar coisas diferentes e de todos os lados. Não devem, penso, é perder tempo com vinhos, ao contrário dos seus tradicionais adversários, oriundos de Cooperativas (Alentejanas).
Sobre os outros, julgo que não valerá a pena perder tempo.
E o nosso mais alto magistrado da nação, apreciará vinho? Na verdade, por Belém, não consta que tenhamos tido PR's conhecedores de vinho (português). Quando reparo naqueles brindes circunstanciais, em copos de cristal rendilhado, fica a impressão, se calhar só minha, que o vinho ou os vinhos não passam de Portos ou Moscatéis de quatro euros. Na verdade só abona em favor da Instituição Presidencial: Poupa-se dinheiro!

quinta-feira, agosto 23, 2012

O Dão Serrano, a Sequela

O post, na verdade, não trará nada de novo ao hemiciclo. Serve, antes, para marcar a agenda e deixar registada, mais uma vez, a ideia, partilhada por outros, que urge trabalhar o conceito do Dão Serrano. António Madeira aflorou ainda a questão aqui mas, na altura, pareceu-me eventualmente separatista e não lhe dei a merecida atenção. Dou agora.


Após inúmeros debates mais ou menos privados, reflexões partilhadas, publicações pinguescas sobre a matéria (recordo, por exemplo, este acontecimento), e espicaçado pela última reportagem feita pela Revista de Vinhos no território entremeado entre Gouveia e Seia, não podia deixar passar o momento, reforçando a convicção pura que esta parte do Dão tem especificidades muito próprias, que resultam do facto de estar emparedada pela Serra da Estrela e que merecem ser valorizadas.


Depois, carecendo de qualquer prova ou facto, fica a ideia estritamente pessoal que é espaço virtualmente abandonado pelo centralismo da região demarcada, como se o Dão terminasse na margem direita do Mondego. Os da margem esquerda, também por culpa própria, alimentaram esse afastamento durante muito tempo, vestindo indevidamente roupas de perseguidos, de ostracizados.


Agora, uns quantos parecem querer ir à luta, chegar-se à frente, reivindicar o seu lugar de pares entre pares. Mas para tal não é com conversa sustentada em teorias calimerianas que a coisa vai lá. É mesmo de peito aberto e de olhos no solhos.


Ora, reparem bem na imensidão de produtores que esta Sub-Região do Dão encerra dentro das suas fronteiras: Quinta do Escudial, Quinta da Bica, Quinta da Ponte Pedrinha, Casa da Passarela, Casa do Monte Aljão, Quinta da Pellada/Quinta de Saes, Quinta da Espinhosa, Quinta dos Garnachos, Quinta da Garrida, Quinta de Gonçalvinho, Quinta das Maias, Quinta de Nespereira, Quinta do Corujão, Quinta da Tapada do Barro, Adega Cooperativa de Tazem, Terras de São Miguel (em Fornos de Algodres) que podiam juntar esforços, criar as desejadas sinergias, promover um conceito, um terroir. Esta legião produtiva, quiçá, podia tomar nas suas próprias mãos a divulgação de toda uma Região Demarcada. Caramba, tanta coisa.

Post Scriptum - E para quem não tomou atenção, ouçam as palavras do patrão da Casa de Cello, neste lugar, sobre o IWA, pode ser que ajudem.

terça-feira, agosto 21, 2012

Propostas

Um conjunto de propostas que abarcam vários estilos, regiões, carteiras e propósitos. Resta, agora e apenas, escolher.


Este Bétula surge, este ano, mais adulto, mais sénior. Mais afinado, com boa e elevada dose de complexidade e requinte. Agradou francamente e atreveria a afirmar, sem qualquer pejo ou acanhamento, que devia merecer mais e maior destaque de todos nós.


Hum...fiquei com a ideia, talvez errada, que este Quinta de Camarate está diferente, que mudou eventualmente de perfil. Fiquei com a ideia, talvez errada, que está mais frutado, mais limado, mais arredondado, bem mais apelativo. Soube melhor, bem melhor, ligeiramente refrescado. Outra nota: gostava mais do rótulo antigo. Era mais clássico, mais bordalês, mais cavalheiresco.


Vinho impossível de não gostar. Avança com um conjunto de atributos modernos, consensuais e bem urbanos. Tosta, fruta preta, fumados, bálsamos. Fica-se, eu fiquei, meio confuso quando se olha para o nome: José de Sousa. Não devia ser qualquer coisa mais clássica?


Uma tripla alentejana criada pelas mãos de João Portugal Ramos. Francamente interessantes, objectivados com fins distintos. O Loios para multi-funções, popular, franco, limpo e jovial. O Marquês de Borba indicia um consumo mais burguês. Parecem-me ser, o tinto e o branco, as melhores colheitas MB que bebi.

Post Scriptum: Os vinhos foram oferecidos pelos Produtores.

sábado, agosto 18, 2012

Somontes

Réstias, ainda, dos dias felizes passados por entre o Mondego e a Serra. Diria, portanto, que é um encerrar, para já, de mais um capítulo.


A marca Somontes foi durante imensos anos a bandeira, o porta-estandarte da Casa da Passarela. Era, salvo qualquer desconhecimento, o produto mais afinado e mais visível do produtor. Depois entrou por caminhos enviesados, sem qualquer rumo, destino ou objectivo. Ia-se fazendo. Tal como todo o património arquitectónico, estava em acelerada decadência.


Surge, agora, com novos rótulos, mais clean e mais jovens, sem que tenha perdido aquela face menos polida, eventualmente mais rústica e quiçá mais dura. Enriqueceu. ainda, com o surgimento de brancos e rosés. Acresce-se, ainda, um facto importante e nada desprezível: os preços. Andam, mais coisa menos coisa, entre os dois euros e os cinco euros.


Posto isto, e sem mais delongas, digo-vos, em jeito de remate, que o branco, um Colheita de 2011, está viçoso, tem força, é incisivo e fresco. O tinto, um Reserva de 2008, parece ter sido objectivado para a comida de pendor mais regional, com mais porte e sustento. Vegetal e silvestre, pedregoso, de acidez elevada. Francamente curioso.

quinta-feira, agosto 16, 2012

Tazem, o enchido, o queijo e a despedida

As malas estão feitas e amanhã, ou hoje dependendo da hora em que lerem ou publicarei a epistola, zarparei infelizmente para o sul. Fim.

O Pedro Nuno continua, discretamente, a surpreender-me com os seus vinhos.
Em jeito de comemoração, em vésperas da abalada e porque o tempo já era(é) escasso, arranjou-se meia dúzia de rodelas de enchido, umas quantas fatias, sem jeito, de queijo. Sem qualquer regra ou preceito, e sempre em cima de pão, tais condutos foram desaparecendo num ápice.

Farinheira frita na medida certa, feita com pão, não com farinha, e levemente picante.
Morcela tostada. Por cada pedaço que entra na goela, aumenta a penintência. 
Queijo da queijeira. Este foi, ainda, feito fora das fábricas. A ASAE não pode saber desta ilegalidade.
O vinho, de Tazem, um tinto Reserva de 2008, foi limpando a boca, cortando o unto, preparando o corpo para mais uma rodada, mais uma dose. Vinho espesso, com acidez, com peso, com fruta, com tanta coisa agradável e saborosa.

Gosto do rótulo. Aliás, os rótulos dos vinhos da Coop. de Tazem estão limpos, sem extras despropositados.
Depois, e depois, é coerente, joga certo, não destoa com comida de sustento. É produto da terra, desta terra e não de outra.
E, entretanto, as chaves estão preparadas para fechar a porta. Até um dia!

terça-feira, agosto 14, 2012

A Casa da Passarela, A Villa Oliveira e outras coisas

Prólogo

Não importo que seja repetição, nem que bocejem, mais uma vez. Mudem de página.
O vinho, líquido que nos coloca, por diversas vezes, em estado de ebriedade, vai além do que está no copo. Merece mais, acho, que simples chorrilhos organolépticos, descritores extensos e maçadores, que reflectem pura ausência de imaginação. O vinho é mais que isso. É relação humana, são faces, sorrisos e tristezas, enlaces e desenlaces. Sentimentos. Tão simples e tão complicado.
Com um copo com vinho, recordam-se passagens, vidas, conversas e discussões com gentes que se gosta e que não se gosta. Sou decididamente influenciado e gosto de o ser. Felizes daqueles que não o são. Estarão, por certo, numa dimensão de quase-deuses.

Fachada da Adega já recuperada.
A Casa da Passarela, com as mãos do Paulo e de quem o acompanha, tem evoluído a olhos vistos. A recuperação dos edifícios está (quase) concluída, os vinhos estão a evoluir, a criar peito e maturidade. As massas vinícas, não sei se o termo está correcto, surgem em quantidade e diversidade. Paulatinamente, o portefólio está mais consistente e coerente. Tem um propósito definido, que se compreende. Há rosés, brancos e tintos para todos os gostos, feitios e carteiras. Depois, e não tenho qualquer pejo ou vergonha em afirmá-lo, tem sido (é) lugar de aprendizagem pessoal, de partilha e de confidências. Quase Casa de Família.

Momento das reprovas: Vinhas Velhas e Touriga Nacional.
O granito e os cascos.
Em cada visita que se concretiza, descobre-se uma peça nova, um lote novo, uma novidade. Uma notícia. Desta vez não foi excepção. Reprovaram-se os lotes destinados aos futuros Vinhas Velhas, uns em barricas novas, outros em barricas usadas. Estão polidos, finos, cheios de carácter. Inclinei-me para as pipas mais velhas. Tinham outra estatura, outra complexidade. Provou-se novamente a Touriga Nacional, também dividida entre cascos novos e cascos idosos. Pujante, fresca e floral o quanto baste. Distante, parece-me, de concessões urbanas e modernistas. Também aqui, e para não destoar, preferi aquela que está enfiada nos vasilhames de maior idade. Está profunda, limpa, terrosa e cativante.
Mas os olhos, os meus, esbugalharam-se com o que lhes foi colocado defronte. Eram novos vinhos, um tinto da Colheita de 2009 e um branco da Colheita de 2011, que chamar-se-ão Villa Oliveira. Pretendem ocupar o topo da pirâmide. E merecem.

Villa Oliveira branco
Villa Oliveira tinto
O Branco, alvitrado algures por aqui, apresenta perfil delicado, muito feminino, parecendo falsamente frágil. Falsamente por que marca, por que deixa rasto, por que simplesmente apaixona. Branco de casta elevada.

Os vedantes.
O Tinto dá-nos uma imagem de grandeza, de profundidade. Apesar de imberbe, quiçá sisudo, diz-nos, já, que terá potencial, que não terá vergonha de parelhar com os maiores do Dão. Será, tudo aponta para isso, um par entre pares. E eu acredito e aposto tudo


Depois olhei em redor, com o vento a queimar a pele, e pressenti que por estas bandas o sonho continua a comandar a vida. Que assim prossiga.

quinta-feira, agosto 09, 2012

Quinta da Bica: Brancos e Rosados

Tarde de canícula no Dão Serrano. Bafo quente e seco. Valeu a frescura das paredes, das árvores que torneiam a Quinta da Bica. Depois, é-se impossível ficar indiferente, não fico, àquela enorme varanda que olha nos olhos a serra. Simplesmente contempla-se, admira-se, reflecte-se. E não se quer ir embora.


Os corpos, ou melhor, a boca pedia repetidamente por uma pinga de vinho fresco. Vinho que acalmasse piedosamente o suor, limpasse o pó, tonificasse a língua.

Servido pelo Enólogo da Casa: Paulo Nunes
Curiosa cuspideira
Tomam-se goles de vinho. Branco para começar. Rosé para terminar. Mas podia ser ao contrário. Pormenores de somenos importância. Recapitula-se o Radix da Colheita de 2010. Está seco e salgado, perfumado com flores brancas, amarelas. Lembra maçã. Está em saudável momento de vida e recomenda-se.


Passa-se, porque a sede ainda não acalmou, para o novel Quinta da Bica, também branco, pois então, da Colheita de 2011. Profundo, intensamente vegetal e mineral. Surgem, mais uma vez, apontamentos salgados simbióticamente envolvidos com fruta verde. Fica a ideia, parece-me, que é branco rijo, sem concessões modernistas. Eu gostei e repeti a dose.


Já com o suor limpo da cara, entornam-se, agora, tragos de rosé, repete-se o ano da colheita, que é 2011. Rosé escuro, tenso, com corpanzil. Fica a sensação que é mais tinto, de Verão, de Outono, que típico Rosé inócuo para menina urbana.


Apto, antes de mais, para comida com unto. Pensem numas sardinhas, em salmão, nuns enchidos. Ele brilhará intensamente. Há falta de melhores palavras, perdoem-me, atreveria a dizer que é vinho para homem, ou mulher, que gosta de coisas muito sérias. Se for o vosso caso, consumam até mais não.
Recomposto, refrescado e agradecido, pegou-se na maleta e ala para casa.

sexta-feira, agosto 03, 2012

O Branco da Quinta da Ponte Pedrinha

Recordações
Caramba, lembrei-me de uma coisa. Fizeram-me recordar, mais uma vez, o passado. Nos finais de Agosto, em Gouveia, Distrito da Guarda, na antiga Beira Alta, tínhamos por hábito colher amoras e outros frutos, para que as nossas mães e tias fizessem compota. Essa compota serviria como conduto principal de um lanche que iríamos fazer na nossa mata. Uma mata onde todos os sonhos eram possíveis. Éramos reis e senhores daquele espaço. Pensávamos nós.
Na tal mata, aquela que era nossa, imaginávamos que era um reino qualquer, defendido por meia dúzia de putos que se julgavam os últimos descendentes de uma qualquer tribo celta ou celta-ibera. Fazíamos barricadas, muralhas, espadas e lanças de pinho, escudos de lata, e elmos de cartão. Nada valeu. Os invasores ganharam, tal como na história real.
Passados anos, e já adultos, vimos aquela mata desaparecer. Estão lá, agora, casas. Mas os sonhos, esses, continuam bem vivos na minha memória e na dos meus companheiros.


Depois de um desvio por vagas lembranças, eventualmente sem qualquer sentido, registo agora aqui, no Pingas no Copo, céleres comentários sobre a novel colheita de vinho branco da Quinta da Ponte Pedrinha. Apontamentos, esses, que já partilhei na minha página facebookiana: "Impressionado. O Branco da Colheita de 2011, da Quinta da Ponte Pedrinha está muito bom. Trata-se de um vinho que custará, sei lá, menos de 4€ ou 3€. Seco, fresco, com boa amplitude mineral, sugestões de erva, flor amarela e fruta verde. Catarina Simões estás de parabéns."


Resta-me acrescentar, apenas, a seguinte missiva: que se consuma, o vinho, sem regras e sem rodeios.

Post Scriptum: O vinho foi oferecido pelo Produtor.

quarta-feira, agosto 01, 2012

A Wine Spetactor adora os vinhos Portugueses!

Está criar celeuma nas redes sociais. Se não está, devia estar. Deviam-se levantar todos, e mais alguns, em prol dos péssimos resultados obtidos por alguns vinhos portugueses na competente e insuspeita WineSpetactor. Em contrapartida o silêncio, salvo, raras excepções, é de ouro. Isto porque os provadores made in USA são efectivamente bem melhores que os born in Portugal. A verdade encontra-se lá, do outro lado da América, e os nossos vinhos são efectivamente uma bodega, ou uma merda em vernáculo bem lusitano.

Mas o que chateia, ainda mais, é que tais resultados são produto, provável, da enorme incompetência e falta de inteligência portuguesa, aliadas à grave miopia que percorre este povo. Depois somos uns conanas. Ainda assim, também não perdoo a falta de elasticidade dos ianques.
Caramba, faltam-nos os porta-aviões, a força aérea e mísseis! Será que as velhas caravelas e naus de Afonso de Albuquerque estão capazes?