terça-feira, novembro 29, 2011

Espumantes segundo Celso Pereira & Companhia

Surge a natividade, o fim de ano, e homens brindam em cada momento. Os motivos costumam ser vários. A ver vamos no futuro...
Escusar-me-ei, entretanto, em debitar palavras elogiosas do trabalho destes homens. Daria ar de lambujeiro. É trabalho reconhecido, com provas dadas e aclamado por muitos. Passemos, por isso, para os vinhos. Uma tripla de espumantes vinda de Trás-os-Montes, desenhados pela mão de Celso Pereira & Companhia.


Cuvée Reserva 2009 que pede mesa e de cariz multifacetado. Cheiros e sabores de maçã, de fruta ácida e panificação.  
Um Rosé de 2010 com porte delicado, fino de trato, bonito e elegante. Para senhora provar e beber. Suavidade a toda a linha.
Com Millésime 2007 a complexidade eleva-se. É vinho sério, em que cheiros e sabores prendem qualquer homem à taça. Um vinho de gabarito.


São, ao fim ao cabo, espumantes orientados para ocasiões diversificadas, com objectivos bem delineados. A qualidade é elevada. Resta-me, por agora, brindar a qualquer coisa. E escolham, vocês!

Post Scriptum: Os vinhos foram oferecidos pelo Produtor.

domingo, novembro 27, 2011

Os meus livros sagrados

Livros sagrados são vários por este mundo fora. Cada um deles apresentam-nos um conjunto de postulados, de epístolas proféticas e dogmas mais ou menos coerentes, mais ou menos hirtos. São depois interpretados da forma que mais interessa ao homem. O livre-arbítrio assim o permite.


À conta, e por conta, desses livros e ao longo das épocas, civilizações chocaram, desgastaram-se.


Os meus livros sagrados, manuscritos desorganizados e onde se guardam diversos apontamentos de uma vida, são compostos pelas palavras de um só profeta e lidos por um só seguidor. Tudo se resume a conflitos internos, em que o Vinho, o Deus, é a única divindade ubíqua.

sexta-feira, novembro 25, 2011

Quinta da Fonte do Ouro, Remake

É a casa de Nuno Cancela de Abreu. Um regresso em definitivo à Quinta da Fonte do Ouro.
E olhando para a forma, aparente, como está a trabalhar, dá ideia que a coisa está a ser levada a séria. Ainda bem.


Conheci o Nuno, permitam-me este ligeirismo, numa prova e jantar dinamizado sob o carimbo do extinto 5as8, alguns anos atrás, na York House. Tudo por causa de um mal amadoTouriga Nacional de 2001. Os vinhos eram, por essa altura e salvo erros grosseiros de interpretação pessoal, pouco imediatos e difíceis na abordagem, mas carregados de forte personalidade.


Dobraram-se os anos e o afastamento foi cimentando-se, apenas com breves apontamentos aqui e além, mas sem um olhar consistente e constante sobre o que estava a ser delineado nos arrabaldes da Aguieira.


E agora? Agora, tintos e brancos apresentam-se num estilo bem mais simbiótico, muito mais abrangente que no passado. Percebe-se a aposta e nada contra. Os puristas, naturalmente, acharão o contrário. Mas o mundo, como se sabe, vai para além do umbigo de cada um.


Epílogo

É mais um pedido público. Quem tem o Touriga Nacional de 1997, o Reserva? Ficaria agradecido, já que as saudades são muitas.

quarta-feira, novembro 23, 2011

Vinha Paz, os Reservas

Produtor que pertence, peço desde já desculpas por eventuais exageros, à vanguarda do Dão, à falange que se encontra na frente da batalha. Sem grandes estoiros, discretos e parcimoniosos, os Vinha Paz foram ocupando lugar de destaque na oligarquia da região. Um caminho longo, trauteado de forma silenciosa, mas segura. Foi, também, para os interessados em história e salvo erros de informação, território de trabalho do saudoso Magalhães Coelho. Homem cordato e recatado. À sua memória!
Olhando, ainda, para o passado, lembro a primeira botelha que comprei: Vinha Paz Touriga Nacional 2000. Na altura era, ainda, enófilo juvenil e em estádio de completa inicação. Estarei agora atravessar a fase de aprendiz júnior.


Anos passaram, e após tanta água a passar por debaixo da ponte, é-se confrontado com um espólio de cinco Reservas, 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008, adquirido com paciência.  
Era tempo de bebê-las, de desfrutá-las, de simplesmente apreciá-las, sem mais demoras e sem mais salamaleques tecnocratas. Havia, portanto, que abrir garrafas, sacar as rolhas, verter o líquido e sentir a espectável sucessão de cheiros e sabores que surgiriam.


Com as devidas diferenças, contando com os estádios de evolução e possíveis armazenamentos deficitários, pressente-se a coerência, a linha condutora. São vinhos duros, enquanto jovens, austeros e dados a poucas estórias. Roçam, por instantes, a indelicadeza, o grosseiro. O tempo, felizmente, acaba por amaciá-los, por controlar-lhes a força. Ficam, então, domesticados e bem mais sociais. Atingem patamares de complexidade que merecem ficar registados e narrados para a posterioridade.


Gostos? Preferidos? Talvez o 2006, talvez o 2008. O primeiro, por ser mais campestre, eventualmente mais vegetal. O segundo, por ser um malandro sisudo, duro, cruel e sem meias palavras. Os outros? Pouco restou.
Terminado o encargo, fica a tarefa de conseguir repor o património.  

Post Scriptum: Deixo-vos, ainda, a visita do Garficopo à Vinha Paz.

domingo, novembro 20, 2011

Monte dos Cabaços vs Quinta da Leda

Continuando a rever o passado, aproveitando para trazer à memória os últimos dez anos, partilho com vocês mais uma dupla nascida em dois mil e um. Ano que, a titulo pessoal, se revelou maligno e sombrio. É exemplo de como factos e passagens de uma vida, moldam também as nossas, as minhas, escolhas de vinhos. Tive, sempre, dificuldade, em olhar para esta colheita. A esta distância, tal coisa não deixa de ser curiosa. Mas adiante que o enfoque, por agora, anda longe de abatimentos pessoais.


Dois vinhos tintos vivos, um do Alentejo e outro do Douro, adultos e cheios de força. Com fruta, seca ou fresca, com tosta, mais ou menos intensa, com ervas e especiaria. Com sensações, ou estimulos, florais, distinguindo-se um do outro por meros pormenores (para além do preço). Por isso, interessa, apenas, reportar que pareciam estar longe do fim.

sábado, novembro 19, 2011

Uma Távola...

Puro cenário de luxúria, de exagero. Visão quase apocalíptica. Copos a tilintarem, decantadores a circularem. Boémia e pura depravação enófila. Este é o aspecto de uma távola onde é costume sentar-se meia dúzia de diabretes que gesticulam, que vociferam sem ordem por causa de vinho ou de vinhos. Não bastando, ainda se congemina sobre um qualquer assunto.


Por vezes fica a ideia que se é parte integrante, viva, de uma qualquer tela de Pieter Bruegel ou, se quisermos ser ainda mais pecaminosos e decadentes, representações de uma sociedade desenhada ao estilo de Bosch. O que o vinho faz...

sexta-feira, novembro 18, 2011

Fé ou Realidade?

Quando provamos um vinho, tinto ou branco, velho ou novo, daqui ou dali, com rótulo ou sem rótulo, e tentamos ingenuamente esmiuçá-lo, armados de perito e conhecedores da eno-arte, as descrições que se fazem são actos de crença, de imaginação ou de realidade?


Olhando para as três dimensões, apraz-me dizer que não passam, na maior parte das vezes, de actos de pura crença eno-religiosa salpicados por leves raios de imaginação. Não deixa de ser divertido. E ainda bem. Sempre se palra um pouco sobre o tipo de fruta ...

quinta-feira, novembro 17, 2011

Bétula Colheita 2010

O vinho, em causa, alinha, mais coisa menos coisa, pela colheita anterior, se bem que parece um niquinho  mais plano. Mas aguardemos, quem sabe se não terá sido, eventual, erro de cálculo.

De resto, e para não repetir prosa desnecessária e repetitiva, e dado que pela WEB já apareceram diversos comentários, fico-me por aqui. 

Ainda sim, partilho o link para o Garficopo que diz quase tudo sobre o vinho e parece-me bem!

Post Scriptum: Vinho oferecido pelo produtor.

terça-feira, novembro 15, 2011

Outra vez, porquê?

O que irei largar na i-enofilia, eventualmente, poderá ser replicação de algo que já tenha debitado por estas bandas, mas adiante.
Não será por causa disso, ou disto, que se será mais virtuoso, mas digo-vos que gosto de ler e reler opiniões, mesmo não concordando (aprecio pareceres que sejam contrários ao que advogo), que tenham implícitas ou explícitas declarações de interesse, de vontades, de orientações, de gostos. Aprecio. Dá ideia que determinado tipo não tem medo de se expor em praça pública. Abre a camisa e mostra o peito, tal São Sebastião. E quem o faz ganha o meu respeito.

Quando se endeusa, por mais que uma vez, o duro e triturador universo anglo-saxónico,  indústria do vinho incluída, não haja a capacidade em PT, de se dizer preto no branco o que se pensa e o que se quer criando fracturas, dando origem, quiçá, a verdadeiros movimentos alternativos de i-enófilos. Projectos de nicho, arrojados e provocadores. Basicamente novas linhas de pensamento. Enquanto nada acontece de diferente, encostamos-nos ao centro e passamos a fingir que acreditamos em determinados dogmas só para se ser aceite. Costuma-se dizer: Para ficar bem na fotografia de grupo. Porquê?

domingo, novembro 13, 2011

Pintas vs T de Terrugem

Noite profunda e já avançada na idade. Tinham já sido ultrapassadas várias horas, desde o início.
Foram várias as garrafas que surgiram pela frente, entre aquelas que pouco ou nada disseram, houve um par que fez questão de agradar a todos.

Vinhos de 2001, em perfeito estado, repletos de muitos e bons cheiros e sabores.

Este par mostrou-se longe da  decadência e sem qualquer deslumbre de fim à vista. Da minha parte fica só a tristeza de não poder bebê-los mais vezes. E pouco mais tenho para dizer. Calemos-nos, então.

sábado, novembro 12, 2011

Coinleach Glas An Fhómhair e o Dão

Quando calha beber um copo de vinho, do Dão, numa sexta-feira qualquer de uma semana qualquer, esta música faz parte, bastas vezes, da encenação. Fecham-se os olhos, recorda-se esta mulher e outros factos vividos.


Quando acaba uma coisa ou outra, encara-se com a realidade. Mas ouçam e sintam. Serve para tanta coisa...

sexta-feira, novembro 11, 2011

Quinta da Boavista (Terras de Tavares)

Chegar ao sítio revelou-se tarefa sinuosa. Custosa. Tão perto e tão longe.

Por entre montanhas, vales, pedras e fragas, pequenas aldeias, lugarejos e encalhado algures entre Mangualde e Penalva do Castelo surge o domínio da Quinta da Boavista.

A paisagem fustigada por incêndios, desertificada de povo, de sons e de risos, encerra em si, ainda, pedaços de um passado vibrante.

Ouvem-se, ainda, sussurros de velhas almas deambulantes. A vida, essa que vai faltando, caminha de forma agoniante para a malvada extinção. Triste sina.

É, no entanto, o local perfeito para as experiências e diabruras de Tavares de Pina. Escondido do mundo, o governador da praça procura tirar o máximo partido das suas vinhas. É figura irrequieta, sonhadora e insatisfeita.

Aposta na Touriga Nacional, sem qualquer medo. Quer lá saber do fartote de alguns. Deseja que ela represente a sua terra, o seu olhar sobre o vinho do Dão: fresco e vegetal.

Acredita na potencialidade da Jaen. Elegeu-a como estandarte, colocando-a numa posição cimeira, criando vinhos firmes, musculados. Aposta e arrisca. Fez bem.

Pelo meio vai desenvolvendo, aperfeiçoando os seus Reservas (2003, 2004 e 2006). Sem pressas e sem pressões, vai deixando-os escondidos, libertando-os após complexarem, após tomarem a maioridade. Parece-me bem.

E, como não havia de ser, fechei este capítulo sobre o Dão com uma taça pingada com Reserva de 1997. Vinho que cumpre os preceitos de outros tempos. Saúde!

terça-feira, novembro 08, 2011

A minha Garrafeira

Tenho estado a reconverter o meu aglomerado de garrafas. Deixarei de falar em garrafeira. Parece-me expressão exagerada para o património que possuo e que alguma vez possuirei.

Neste reajustamento, tenho reparado que o valor por garrafa baixou drasticamente. Os dedos de uma só mão chegarão, neste momento, para contar vinhos de semblante mais celestial. O valor médio do espólio andará pelos quinze/vinte euros por vasilhame, com tendência para descrescer ainda mais. 

A aposta é/será no produto nacional. Não irei perder tempo com o novel paradigma que defende que fazemos, apenas e só apenas, réplicas, sem alma e sem futuro. Curioso, e já agora, não ver ninguém no meio da i-enofilia dedicar-se exclusivamente ao estudo, à divulgação do admirável mundo do vinho estrangeiro. Seria, numa altura em que se procuram novas oportunidades, outras chances, o timing perfeito para marcar a diferença. Vá lá, aproveitem o conselho. Recordaria tempos, os mais novitos não se lembrarão, em que o produto estrangeiro era preferido ao nacional, nem que fosse feito na Conchinchina e vendido em Ceuta.

Ao fim de alguns anos, continuo a ter o mesmo comportamento nas preferências. O Alentejo é residual. O Douro e o Dão ocupam esmagadoramente os alvéolos disponíveis. Tenho, ainda, a posse de alguns tintos da Bairrada. Restantes regiões demarcadas vão marcando presença de forma esporádica.
Ainda outra coisa: O vinho fica pouco tempo em depósito. Assim que possa, que queira, por um motivo ou por outro, é despachado. Foi feito para ser bebido. Saberei lá se estarei aqui, no amanhã ou no depois de amanhã. Tudo, portanto, numa lógica de comprar e consumir.

sábado, novembro 05, 2011

Quanta Terra

Quanta Terra, um tinto que consegue conciliar, de forma coerente, diversas nuances: o vegetal, a fruta austera, mas escorreita, a terra e a madeira. Um Douro que, ao fim ao cabo, surge-nos domado e elegante. Agrada-me a forma como se apresenta. E (re)conciliei-me com ele. Pazes feitas.

O outro tinto, Terra a Terra, um Reserva de 2008, revela-se mais dócil, mais urbano, bem mais jovem. Usando terminologia juvenil, diria que está porreiro. É a consensualidade escarrapachada numa garrafa. Tá-se bem!

O branco, Terra a Terra, na versão Reserva 2010, e na linha do seu parceiro tinto, mostra-se apelativo e pisca os olhos a diversos estilos de consumidores. É abrangente. Está bem e sabe bem.
Não tem a complexidade de outros vinhos, feitos com as mãos de Celso Pereira e Companhia, mas recomenda-se sem qualquer problema.

Post Scriptum: Os vinhos, em causa, foram oferecidos pelo Produtor.

quinta-feira, novembro 03, 2011

Confissões de um enófilo desastrado

Este post servirá para tudo ou, certamente, para nada. Serve, antes de mais, como confissão de um tipo que se julgava bem melhor do que é, cheio de certezas sobre o assunto em causa.
Ao fim de tantos anos, de tantas provas, com centenas de quilómetros percorridos e após litros de vinho cuspidos e engolidos, as dúvidas são, agora, mais do que na linha de partida.
Precisaria, neste preciso momento, de voltar atrás e começar de novo. Muitos dogmas e afirmações acerrimamente defendidas soam a tolice, estão cheias de ligeireza no conteúdo e na forma. A ingenuidade, o desconhecimento de causa, assim o determinou e ainda determina.

Descobri, ainda, que a independência, o estado de neutralidade é condição de deuses. A carne não permite avalizar, seja o que for, livre de emoções. Felizes daqueles que o conseguem. Dormirão, naturalmente, muito mais descansados. Sou ser parcial, dependente e influenciável.
Depois, e não bastas vezes, prefiro o que ninguém quer, coloco de lado o que toda a gente prefere. Um chorrilho de contradições e desastres.

terça-feira, novembro 01, 2011

O Pingus gostou destes (Os eleitos de 2011)

É mais uma selecção de vinhos que partilho com a i-enofilia. Já lá vão cinco publicações sobre a matéria. Desta vez, e por causa da extinção de qualquer classificação ou menção quantitativa, os critérios são ainda mais atacáveis. A sua justificação assenta em aspectos, quiçá, mais obscuros, mais tendenciosos, mais emocionais. A independência, cousa que não sei, é conceito estranho, e complicado na definição. E felizes aqueles que a têm.

São vinhos que, por diversos motivos, surpreenderam. Continuam a não ser tidos e nem achados outros vinhos que eventualmente bebi ou vocês beberam. Não teria, como sempre, qualquer sentido mencionar nomes que não foram falados no Pingas no Copo.

Sobre o que está em causa, e se voltasse a beber, a minha opinião poderia ser, quase na certa, outra. Tal como no passado, cada vinho tem um link para o respectivo texto.

Minho
Soalheiro Reserva 2008

Douro
Quanta Terra (Branco) Grande Reserva 2009
Vértice (Branco) 2009
Quinta da Covada Reserva 2008
Dona Matilde Reserva 2007

Dão
Barão de Nelas Touriga Nacional 2007
Casa da Passarela Vinhas Velhas 2008
Casa da Passarela Rosé 2010
Quinta da Pellada Jaen 2000
Quinta da Pellada Baga 2000
Quinta da Garrida Touriga Nacional 2004
Quinta das Marias Rosé 2009
Quinta das Marias Encruzado (sem barricas) 2009
Quinta das Marias Touriga Nacional 2008
Quinta das Marias Touriga Nacional 2007
Quinta do Gonçalvinho Rosé 2010
Quinta do Corujão Touriga Nacional 2000
Quinta do Corujão Garrafeira 2005
Quinta do Escudial Vinhas Velhas 2007
Monte Aljão Raro 2004

Bairrada/Beiras
Calda Bordaleza 2005
Campolargo Branco 2009
Campolargo Pinot Noir 2008
Caves de São João Reserva 2007
Frei João (Bairrada) Branco Reserva 2009
Quinta dos Cozinheiros Maria Gomes 2009
Quinta dos Cozinheiros Lagar 2004
Quinta dos Cozinheiros Poeirinho 2003
Sidónio de Sousa Garrafeira 2005

Bucelas
Myrtus Reserva 2008

Alentejo
Altas Quintas Reserva-do 2005

Outros
Anima L4

Estrangeiros
Ossian 2008
Château de Pressac 2005

Madeira
Cossart Gordon Madeira Bual 1969

Porto
Vinho da Menina Colheita 1930
Quinta do Noval Colheita 1968
Graham's Vintage 2007
Taylor Vintage 2009