terça-feira, março 25, 2008

Quinta dos Termos

Vamos entreter-nos com mais umas palavras. Melhor ainda, vou escrever mais umas linhas sobre qualquer coisa.
Durante muito tempo Penamacor, Belmonte e arrabaldes eram conhecidos, por mim, por causa da estrada. Passava por essas bandas quando ia até à Barca D'Alva. Depois era o Douro e finalmente Freixo de Espada à Cinta (família paterna). Era um demorado caminho ao longo da raia, de uma terra antiga, entremeada entre montanhas (a Serra no horizonte) e Espanha (a velha e poderosa inimiga). O vinho, a vinha não se via. A fruta era outra. Cereja.

Dias atrás tomei um copo de um vinho que apenas conhecia de nome. Quinta dos Termos. Um Reserva de 2005 (da Beira Interior). Feito com Syrah e Touriga Nacional.
Especiaria temperava um vasto conjunto de bagas silvestres. Forte o cheiro a ginja. Notei pelo meio, muita caruma, bastante casca de árvore. Era valente a sensação a mato. As flores foram calmamente aparecendo, sem grandes pressas. Estatura rasteira. O soltar de um leve fumado deu-me a ideia que houve certo cuidado na sua educação. Curioso. Boa compleição aromática. Muito aprumo. Sem rodeios, diz-nos o que é. Sincero.
Os sabores eram francos, suaves. Matriz silvestre e fresca. Nada de abusos no que respeita a maturações. Nada de álcool excessivo. Tomem nota: 12,5% de graduação alcoólica. Um tinto que ganhou muito com a comida em redor. Pareceu-me tendencialmente gastronómico.
Pessoalmente, vale a pena investir no conhecimento de outros vinhos, de outras terras. É castrador, redutor, olhar ou pensar sempre no mesmo. Nota Pessoal: 14

11 comentários:

José Maria Painha disse...

Caro Pingus Vinicus

Concordo com a sua análise de que é necessário decobrir outras regiões. Em relação á Quinta dos Termos, comprei em feira de vinhos, o Reserva 2003 feito com rufete, marufo, trincadeira preta e jaen com 14º. Gostaria de saber se já provou este vinho, ou se tem algumas referências do mesmo

Pingus Vinicus disse...

Caro José Maria Painha gostaria de o poder ajudar mas infelizmente não provei esse Reserva que refere (o meu conhecimento sobre o produtor é também muito reduzido). De qualquer modo, o lote desse Reserva 2003 é muito curioso. São castas que andam bem longe da ribalta.


Abraço

Luís disse...

Para quem desejar, pode visitar a quinta que produz estes maravilhosos nectares, que tem o mesmo nome, e fica junto a Belmonte. É simplesmente maravilhoso.

Ricardo disse...

Boa tarde,

Realmente é um vinho excelente que aconcelho a todos o que tem gosto pelo vinho.
Ricardo

João Pedro disse...

José, Provei esta semana o Quinta dos Termos Trincadeira 2004, que me foi oferecido por um amigo, e só posso dizer que achei fantastico, com uma fruta muito bem desenhada, taninos muito controlados e um final cheio. Um vinho claramente diferente do que o mercado nos oferece, mas a merecer estar nas melhores garrafeiras, de facto como diz é bom conhecermos outras regiões. Recomendo

Anónimo disse...

Olá caros discípulos de Baco.
É sempre gratificante ler avalizadas opiniões sobre algo em que estamos directamente envolvidos. Sou distribuidor dos referidos néctars da Quinta dos Termos na zona Norte e Galiza, agradeço, fico ao dispor para qualquer informação adicional e a Quinta dos Termos recebe sempre com muito prazer quem nos queira visitar e melhor conhecer.
Acácio Arinto

arintus@gmail.com

Elabrador disse...

Como apreciador de "bom" vinho, posso acrescentar. Provei o vinho DOC 2006 e gostei. Para me inteirar da Quinta (que não conhecia) visitei e comprei uma colecção. Abri o Touriga Nacional + Syrah 2005 e devo confessar que estamos perante um néctar excelente e que marca a diferença gostativa. Estamos perante um vinho equilibrado, com um espírito maduro e cheio de surpresas aromáticas. Por mim fiquei cliente da "Quinta dos Termos".

Anónimo disse...

Estive lá e fiquei encantado com a quinta e com a simpatia dos seus proprietários.Experimentem o lote "RESERVA DO PATRÃO"...

Hugo Costa disse...

Por motivos profissionais tenho de passar algum tempo por essas bandas e como apreciador de bom vinho, claro está que não dispenso uma boa refeição.
Deste modo aconselho o restaurante "Sangrinhal" na Covilhã.
Foi lá que descobri este precioso néctar. O tal reserva 2005, que considero divino.
Ao chegarem perguntem pelo rolo de carne da Margarida ou um qualquer outro prato de caça para o acompanhar.
Às pessoas do Sangrinhal o meu bem haja pelo carinho com que nos recebem e com que nos fazem sentir em casa quando estamos longe dos nossos. À aquela amiga que me deu a conhecer este canto e ao mesmo tempo o néctar, o meu obrigado e até um próximo convívio.

José Dias disse...

Olá,

Alguém pode indicar um distribuidor na grande Lisboa?
Provei este vinho em castelo Branco e gostei muito.

Obrigado

Miguel disse...

Olá,

O produtor tem distribuição directa em Lisboa, é uma questão de contactar a quinta.