quarta-feira, dezembro 07, 2016

Fernando Soares Franco

Vamos lá falar de coisas mais sérias. Existem vinhos que atingem uma dimensão que não está ao alcance da maior parte. São vinhos de autor, carregados de um sentimentalismo muitas das vezes inexplicável. Vinhos que atingem níveis de complexidade elevadíssimos. Conciliam, de modo superlativo, tudo aquilo que pretendemos num vinho. Em Português popular e sem rendinhas, podemos dizer que são vinhos do caraças!



O problema, depois, cifra-se na habituação. Habituamos-nos a um determinado conjunto de prazeres que a carteira não consegue acompanhar. E as ressacas, como sabem, são bem lixadas. Depois os produtos de substituição não garantem o mesmo estado de euforia. Uma verdadeira porra.

terça-feira, dezembro 06, 2016

The TOP 100 of 2016: Uma Pequena Nota

Parece que é sempre uma excitação quando saem as listas dos melhores lá fora. Acredito que é muito importante, para a fileira do vinho em Portugal (adorei usar esta palavra - fileira), aparecerem vinhos portugueses nesses rankings internacionais. E para esclarecer os mais distraídos, devo dizer que também fico contente. Aliás, fico sempre contente quando somos reconhecidos fora das nossas fronteiras, nas mais diversas áreas. Sou um indefectível defensor do meu país.

A LISTA QUE TODOS CONHECEM AQUI
Já sei que vão amandar pedras, mas devo dizer-vos que às vezes fico meio admirado, quiçá um pouco perplexo com algumas das escolhas que aqui ou além vão surgindo. Chego quase a pensar se eles lá longe não conhecem mais vinhos nossos. É que alguns deles, dos vinhos, são assim para o menos evidente (para não ferir susceptibilidades), independentemente os critérios usados. Mas pronto, parabéns a nós. Ou melhor, parabéns aos felizes contemplados.

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Mandamentos para o Sucesso

É serviço público! São dez mandamentos para o sucesso, para se ser alguém na vida. 


1-Ser fofinho;
2-Voltar a ser fofinho;
3-Nunca deixar de ser fofinho;
4-Dizer sempre coisas fofinhas;
5-Repetir sempre coisas fofinhas;
6-Elogiar sempre os grandes com adjetivos fofinhos;
7- Atacar os fracos de forma acutilante;
8-Ser profundamente inócuo;
9-Ter sempre um sorriso fofinho; 
10-Nunca esquecer de ser sempre fofinho.

Não precisam de agradecer. 

domingo, dezembro 04, 2016

Simplesmente muito bom!

Quase que me bastou cheirar para perceber que tinha ali à frente um moscatel de grande dimensão! Um moscatel de enormíssima qualidade a todos os níveis. Quase completo, quase excelente.


Aquele toque a "vinagrinho" foi quase condição suficiente para colocar este vinho no grupo dos vinhos que mais gostei de beber este ano. Cheiros e sabores com uma complexidade assinalável a todos os níveis.


Não tenho qualquer pejo em afirmar, preto no branco e sem qualquer rodeio, que isto é simplesmente muito bom, ombreando com os melhores moscatéis da região de Setúbal. Digamos que está noutra dimensão, bem longe de um pelotão que é muito mediano.

sexta-feira, dezembro 02, 2016

Olhem que são bem curiosos!

Raramente (ou nunca) vim para aqui falar de vinhos que provei em determinado evento, sejam eles quais forem os vinhos ou os eventos. Mas desta vez, abri uma excepção. Não resisti.


Olhem que está aqui uma coisa bem gira, engraçada, muito curiosa, bem porreira. Curti um conjunto de vinhos, que não conhecia de todo. Feito por jovens, tenho que assumir publicamente que fiquei verdadeiramente surpreendido pela forma apaixonada e sonhadora como apresentaram o projecto. 


Um conjunto de vinhos bem desalinhados (principalmente o rosé e os tintos), quase anacrónicos, mas com uma forte vertente gastronómica. São literalmente vinhos de extremos. Não dá para ficar indiferente. Epá, que tenham muito sucesso. Força aí! 

quarta-feira, novembro 30, 2016

Informação: Mais uma garrafa vazia!

Só para constar publicamente que foi esvaziada mais uma garrafa. Foi despojada do seu conteúdo, num acto de celebração pessoal profundamente egoísta. Sem qualquer partilha. Os motivos dessa celebração são infindáveis e insondáveis. São meus. 



Ah! Esquecia completamente o objectivo disto, do blogue. Tenho que dizer o que penso sobre do espumante, certo? É isso? Ok! Vamos lá então ao que importa. Posso dizer-vos que o espumante que estava dentro da garrafa era muita bom. Era muita bom, porque foi bebido todo. Prontos, era só isto.

terça-feira, novembro 29, 2016

As Estrelas ...

Não é nada de especial e nem há muito para dizer. Digamos que não é nada de mais. Digamos que é só isto.




E enquanto tanta gente felicíssima olhava para o céu para contar as estrelas que caíam, encontrei umas quantas logo ali à mão de semear. As outras, aquelas que todos procuram, não faço ideia por onde andam e nem sei sempre caíram. Dizem que são muito valiosas e vistosas. 

sexta-feira, novembro 25, 2016

E Agora?

É o chamado post gabarola. Não tem qualquer utilidade. Só serve para mostrar que também bebo coisas como estas, de vez em quando.



Coisas que raramente me caiem na goela. Coisas estratosféricas. Posto isto, apetece dizer: E agora? Vou beber o quê?

quinta-feira, novembro 24, 2016

Expliquem-me por favor!

Para não dizerem que sou um má-língua, só queria que me explicassem qual o objectivo do vinho. Para que serve? Como deve ser consumido? qual o acompanhamento que devemos escolher?Expliquem-me, por favor.



Apetece-me dizer só o seguinte, mas creio que não será relevante para o caso, pois nesta dimensão, podemos criar o cenário que quisermos e interpretar o papel que desejarmos. Geralmente é o do bom. O vinho foi provado sem ver o rótulo.
Bom, apetece-me resumir a coisa com um não havia necessidade. O que safa é que aqui existem outras coisas muito boas.

terça-feira, novembro 22, 2016

Se eu tivesse Guito!

Ainda hoje de manhã estava a falar com um gajo bem conhecido, sobre o que faríamos se tivéssemos guito a rolos. Permitam-me, então, partilhar com vocês o que faria se tivesse guito sem fim.  
Pois bem se eu tivesse guito, mas mesmo muito, não compraria muito mais referências do que aquelas que agora compro. Naturalmente, em vez de comprar uma garrafa de cada vez e não saber o que fazer com ela, passaria a comprar às caixas. Mas vamos por partes. No que respeita aos vinhos tugas, se eu tivesse muito guito, encharcava-me em vinho da Madeira, do bom, daquele estratosférico, depois avançava para os Portos, na vertente super tawny ou super colheita. Desses que agora estão aparecer por todos os lados, que custam uma pipa de massa e que nunca irei beber. E encerrava as compras com os moscatéis de Setúbal velhos. Moscateis sérios. Nos vinhos tranquilos, apenas uns ajustes aqui ou além. Nada de significativo.


Depois virava-me lá para fora. Aí sim, esturrava muito. Era Champanhe, era Borgonha, era Cotes du Rhone. Depois lançava-me para os Rieslings alemães, austríacos, da Alsácia, para os Icewine canadianos, para alguns vinhos da Austrália e dos States. E alguns italianos, pois claro. E por aqui me ficava durante algum tempo. Já tinha muito para me entreter. 
É claro que também compraria algumas coisas para voltar a temperar o pargo, como deve ser. A comida também necessita.

segunda-feira, novembro 21, 2016

Ando um Mãos Largas!

Ando um mãos largas! Quase tudo que vou metendo aqui me parece bom e me sabe ou soube bem. Um fartote. É bom ou sabe bem por causa disto ou daquilo. Os motivos são quase sempre inexplicáveis. A maior parte das vezes a razão encontra-se no simples facto de beber a garrafa toda até ao fim. Não há melhor sinal que este: o fim de uma garrafa. O resto, a bem da verdade, é verbo de encher. Mas a malta gosta, eu entendo.



Este foi mais outro que foi até ao fim, copo atrás de copo. Assim num clic. E continuando neste estado de euforia exacerbada, atrevo-me a dizer que é o melhor Druida feito até ao momento. Na verdade, o último é sempre o melhor. Pareceu-me mais limpo, mais fino, mais elegante, mais equilibrado. Bem mais cristalino. Bem mais fixe. E é só e basta.

quarta-feira, novembro 16, 2016

Bota-Abaixo!

Digam-me se estiver errado? Digam-me só: epá, não é nada disso. Lá estás tu a armares confusão, a exagerares. Aqui em pt, existe a tendência para classificar de bota-abaixo toda a opinião ou comentário que não vai de encontro ao esperado, ao expectável. Que não esteja alinhado pela bitola de uma pretensa maioria. E a maioria, mesmo silenciosa, é que sabe.


Basta largar simplesmente um nim, para se entrar na categoria daqueles que se dedicam, apenas, ao bota-abaixo. Fica marcado como aquele gajo que está sempre no contra, no bota-abaixo, que ataca gratuitamente e que fala sem saber. Maldizente. É Gulag para todos os gajos que só sabem dizer mal de tudo e mais alguma coisa. Já!