quarta-feira, setembro 20, 2017

Ofereço o meu Lugar!

Mr Aníbal (que é jornalista, autor, provador, enólogo, comprador, escanção (amador) e blogger. Ufa!) continua a surpreender-nos com as suas nomeações. Sem justificações, sem dizer porque escolhe este ou aquele, consegue deitar para fora da sua lista de escolhidos, três dos blogues que foram considerados por ele como os melhores. O que é, no mínimo, muito estranho. Já não prestam? Assim tão rapidamente? Então três dos melhores blogues para Aníbal Coutinho, e que estão em actividade, deixaram de ter qualidade, assim num ápice? O que é que aconteceu, por exemplo, para que o vencedor do ano passado fosse excluído, assim no estalar de dedos?

Nomeados: Clube de Vinhos Portugueses; Comer, Beber e Lazer; Contra-Rótulo; Drinked In; Enófilo Militante; Grão Duque Sambrasense; Os Vinhos; O Vinho Em Folha; Pingas no Copo; Vinho Porto Vintage
Se, por ventura, existir por aí alguém interessado em ficar com o meu lugar na pole final de Aníbal Coutinho, ofereço de bom grado. Não tem qualquer sentido o Pingas no Copo ser nomeado para o quer seja. Ufa!

segunda-feira, setembro 18, 2017

A Reboque de Pedro Garcias

Para ler e para reflectir, mais um artigo de Pedro Garcias. É tempo da malta que gosta de vinho, que o bebe e que perde tempo a falar sobre o assunto, de uma vez por todas, começar a entender que a porra dos concursos e das medalhas têm um valor, muitas vezes, nulo. Valem o que têm de valer.
De uma vez, por todas, e dirigido à malta que gosta de copos, é tempo de começar a pensar que não há os melhores vinhos do mundo. Não há, porque as grandes casas mundiais não metem ao barulho os seus vinhos. Com medo, dirão vocês em coro. Nada disso, apenas não se querem misturar com o grande grosso de vinhos, muitos deles sem ponta de interesse, sem história e que acabam por receber, ainda assim, uma condecoração merecida ou imerecida. Eu também não metia. Livra, era o que faltava. Bastava só contextualizar, para evitar mal entendidos. Mas fica a ideia que quem faz divulgação/jornalismo sabe menos que o Zé da Esquina (nós).


Pedro Garcias fala que seria bem melhor que a critica profissional (adoro fazer esta distinção) fosse ao mercado comprar os vinhos que prova e classifica, ficando o encargo financeiro por conta do produtor (ou do distribuidor - porque não?). Seria perfeito, pois estaríamos, deste modo, mais próximos da realidade do consumidor. Sei que é quase impossível que tal cenário possa vir a acontecer. Mas porque não experimentar esporadicamente? Tipo, fazer regularmente umas provas(zinhas) com vinhos comprados nos locais A, B ou C (identificados de preferência e até serviria de promoção). Mas sem avisos prévios às lojas, por favor. Epá, era uma pedrada no charco. Era estar a dar sinais aos seus leitores que querem estar, de facto, mais próximos deles. Da realidade deles.
E aos bloggers que recebem amostras? Porque não, começarem a dizer que este e aquele vinho foi oferecido para a prova? Que provaram este ou aquele vinho no conforto da adega do produtor, à mesa com ele, que são amigos ou que dão-se muito bem com X ou Y ou Z? É que a mim sabe-me muito melhor o vinho quando estou com o produtor, com o enólogo à mesa com eles (se não pagar, melhor ainda). É que ninguém pode ser acusado de ter amigalhaços. Eu tenho os meus e não os escondo. Como também tenho aqueles que não gosto e não os escondo. Faz parte da vida.

sexta-feira, setembro 15, 2017

Horácio Simões: Viva a Alegria!

E é isto: sexta-feira. Dia para o deboche, dia destinado ao exagero, para sermos estroinas. Como tal, dia indicado para nos divertirmos. Diversão sem limites impostos. O dia da pândega. 


Nada melhor que pegar num vinho divertido, alegre, descomprometido, profundamente apetitoso e guloso. Vinho perfeito para estar numa mesa com aqueles amigos do peito que gostam de um belo churrasco, de petiscar, de picar isto e aquilo. De ficarem empanturrados.


Bebe-se sem moer cabeça, no sentido literal do termo. Ainda assim não é um vinho qualquer. É um vinho que mostra que foi feito com preceito e com cuidado. Por isto tudo e mais alguma coisa que se beba e que se desfrute, pois está bem esgalhado. Ah! Bom fim de semana (com hífen ou sem hífen?).

quinta-feira, setembro 14, 2017

Quinta das Maias: Confortos

Quem não precisa de conforto em determinadas alturas? Quem em determinados momentos não se aconchega numa qualquer coisa para tentar amaciar aquela saudade, aquele estado de alma mais atribulado? Aquela necessidade...

Fresco e sóbrio. Com indicações que vai evoluir muito bem. 
Qualquer que seja o vinho da Quinta das Maias, do mais prosaico ao mais elaborado, catapulta uma torrente de emoções, de vivências e memórias profundamente intimas e pessoais. Não são coisas fáceis de explicar, de torná-las compreensíveis. É muita coisa e ao mesmo tempo não é nada.

Acima de tudo, um vinho com imensa personalidade.
São uma perfeita embrulhada de acontecimentos. Ainda assim, existe sempre uma imagem que sobressai, que se destaca de toda a confusão. A minha mãe. Uma apaixonada pela sua terra, pelas suas montanhas, pela sua Serra, pelas Maias. Basicamente tretas para vocês.

terça-feira, setembro 12, 2017

Ando Esquisito

Ou eu estou errado ou é o mundo. Há aqui qualquer coisa que não bate certo. Numa altura em que os vinhos são todos bons e andam todos bem classificados, parece que tenho mais dificuldade em ficar satisfeito. 


Até experimento, até vou à procura de coisas que dizem ser de top(o), que são xpto, que são isto e aquilo, que são o último grito das novidades. Mas fico quase sempre insatisfeito, esmorecido, chateado. Caramba, como é que possível não ficar saciado com tanta coisa boa que anda por todo lado e que são o pináculo da perfeição. Coisas de um gajo esquisito.

domingo, setembro 10, 2017

Vá, tenham lá calma!

Vá, tenham lá calma. Não se enervem com o que o pessoal partilha nas redes. Não levem tudo a peito, que o mundo é bonito, redondo, está cheio de gente bonita e amigos por todo o lado.
Vá, não levem as coisas muito a sério. A sério. Até parece que (nós) influenciamos os gostos dos outros, até parece que decidimos as tendências do mercado, até parece que somos críticos à séria. Até parece que dão importância à nossa opinião. 


Eu sei que temos a tendência para opinar sobre tudo, tal como os críticos à séria. Mas malta, somos apenas um grupo de gajos e gajas (menos) que gosta de mandar umas bocas para o ar e dizer o que nos vai na alma. Nada mais que isto. Aqui a malta gosta do que tem de gostar, e desgosta do que não gosta. A malta não deve nada a ninguém e não tem que prestar contas a ninguém. Vá lá, tenham calma, não se enervem.

quinta-feira, setembro 07, 2017

Caramba!

Não sei se já aconteceu com vocês. Às vezes dou comigo a olhar para determinada garrafa, após alguns dias, e reparo que não fui capaz de acabar com ela. Ao ponto de ficar esquecida no frigorífico. Devo dizer-vos que fico perplexo quando isso acontece.


Como é possível um gajo que limpa uma garrafa em dois tempos (tempos = dias), não conseguir, por vezes, terminar uma tarefa tão simples? Caramba, é coisa de bruxas ou bruxos. Para não ser acusado de descriminação no que respeita ao género.

quarta-feira, setembro 06, 2017

Epá Malta! É do Caraças!

Num registo completamente desprendido e sem qualquer salamaleques, o que apraz dizer é rápido, conciso e directo. Ou apenas, como quase sempre, um articulado repleto de desapego pessoal sobre a arte de esclarecer.


Existem vinhos que nos marcam. Marcam o dia, marcam o momento e marcam-nos pela qualidade, pela forma como nos prenderam, nos agarraram. Este vinho entrou nos lote dos melhores vinhos brancos que bebi neste malfadado ano de dois mil e dezassete.


Um vinho que revelou ter carácter, complexidade, profundidade e enorme frescura e tensão. Com fruta viva e sadia, sem qualquer rasgo de amadurecimento exagerado. Nos trinques. Um vinho branco com nove anos de idade e que se mostrou, vejam lá a coisa, ainda cheio de juventude. Um vinho do caraças, meus amigos! Do caraças!

sexta-feira, setembro 01, 2017

Sou eu que digo: Isto é muito bom!

Ora aqui vai a opinião mais importante. A minha! Sou eu e a minha bitola, não sei qual é, que vai definir se vale a pena ou é mais um emplastro. Mais um verbo de encher. É que, como já falámos, tudo parece ser muito bom, nos últimos tempos.


Epá malta, tenho que assumir que este vinho está muito bem feito. Situa-se num nível muito alto, a todos os níveis. Equilíbrio, frescura, complexidade, envolvimento. Muito bom.


Um vinho que poderá ganhar uma dimensão ou estatura ainda maior, com o tempo. Bem maior. E sem qualquer medo ou receio, diria-vos que este vinho pode ombrear com os melhores vinhos brancos do país. É coisa que merece respeito. É a minha opinião e é ela que conta. Para mim e para os vizinhos daqui da rua.

quarta-feira, agosto 30, 2017

Comprem!

Não é nenhuma novidade. Não é o último grito no bonito mundo dos vinhos. É simplesmente um vinho que voltei a (re)beber. Mais que uma vez, para ser franco. Fazia uma porrada de tempo que não lhe colocava as beiças nele. 


Está muito porreiro. Se calhar sempre esteve. Está bem fresco, bem tenso, com nervo. Sem qualquer rasgo de tropicalidade ou exuberância pós-moderna. Até o rótulo, alvíssaras, mantém o registo clássico de outras épocas, apesar da renovação que sofreu. Sem rococós perfeitamente dispensáveis.


Para os meus fiéis amigos, apraz dizer que devem comprar disto em quantidades assinaláveis, sem qualquer temor. Um alvarinho sénior, clássico e fiel. Ah, antes de ir, esclareço que não sei se teve 17 valores ou mais em algumas das publicações que se dedicam à crítica de vinhos em PT.

segunda-feira, agosto 28, 2017

De Pança Cheia!

Epá malta, o assunto é repetido. Eu sei. Mas não consegui evitar. É mais forte que eu. Nestes longos dias, só via cair à minha frente notas e classificações a rondar os 17 ou mais. Parece que toda a gente tinha direito ao 17. Apraz dizer, deste modo, que não vou ligar puto a vinhos que tenham tido classificação abaixo deste limite (17). Era o que faltava, com tanto vinho upa upa a circular por aí, em que tudo é muito bom ou quase excelente. A barriguinha, a minha, está cheia. Que abastança.


Podemos dizer, até, que a coisa só tem verdadeiro interesse, agora, acima dos dezoito valores (18). Sendo que é a partir dos dezanove valores (19) que começamos a ter vinhos que valem mesmo a pena. Pelo andar da carruagem, não faltará muito para que vinte valores (20) ou vinte e um valores (21) sejam classificações perfeitamente banais e corriqueiras. Não há fome que não dê em fartura. Estamos literalmente de pança cheia. Mas cuidado com as congestões.
Ah, parece que as equipas das Revistas de Vinho, as velhas que são novas e as novas que são as velhas, foram reforçadas. Fiquei curioso com a entrada de escanções ou sommeliers numa delas. Estou expectante sobre o que estes últimos irão propor à malta. Aguardo com ansiedade o que irão dizer sobre os mais diversos assuntos, relativos ao mundo do vinho. Mesmo os mais delicados.

sexta-feira, junho 16, 2017

Podem festejar!

Para balanço! Vai fechar para arrumações, para fazer o inventário e limpar os cacos que se espalharam num ápice. Há que voltar a colá-los, se conseguir.


Por tempo indeterminado. Podem festejar! Lançar foguetes. Suspirar de alívio. Por agora, tenho coisas bem mais importantes para fazer. Para recuperar. Voltarei quando tiver vontade, sempre no mesmo estilo e na mesma forma. Logo vejo. Até já.